Previdência privada: Veja como investir e aproveitar o benefício fiscal

Quando pensamos em investir, sempre pensamos em prazos ou metas a serem alcançadas, como comprar uma casa, viajar ou economizar para uma aposentadoria mais confortável.

Para cada um desses objetivos, podem existir estratégias mais adequadas, por isso neste artigo trataremos da previdência privada. Espero que, depois de ler este artigo, você consiga diferenciar quais tipos de pensões estão disponíveis, quais regimes fiscais, quais são os benefícios fiscais e como e onde investir em pensões.

Em geral, os fundos de pensão privados compartilham as mesmas características básicas dos fundos de investimento tradicionais. Então podemos dizer que é como um apartamento onde um grupo de investidores se reúne e delega a gestão de ativos a um gestor contratado.

No entanto, há uma diferença fundamental nos fundos de pensão e essa é a possibilidade de renda vitalícia. Num fundo de pensões, ao optar pelo resgate vitalício, garante-lhe o direito a um “cheque” até ao fim da sua vida. Além disso, o valor será reajustado anualmente pela inflação.

Clique aqui para se cadastrar na plataforma iHUB Lounge e acessar conteúdos exclusivos para te ajudar a entender como a inflação afeta seus investimentos.

Afinal, que tipos de previdência privada existem?

Podemos dividir a previdência privada em dois tipos, VGBL – Vida Gerador de Benefícios Livres e PGBL – Plano Gerador de Benefícios Livres. Porém, antes de falar sobre a diferença entre eles, é preciso entender o sistema tributário, que nada mais é do que as regras utilizadas para calcular o imposto de renda sobre investimentos previdenciários.

Na prática, a tabela progressiva funciona da mesma forma que a tabela do IR para os salários, se você optar por ganhar no máximo R$ 1.903,98 por mês, seus pagamentos serão isentos de IR, mas se você optar por receber um valor superior a isso cap, as taxas de juros aumentarão gradualmente até atingirem um limite de 27,5%. Daí o nome de tabela progressiva, pois a taxa de juros aumenta à medida que o valor da troca aumenta. (valores em março de 2021).

Ao contrário da tabela progressiva, a tabela de regressão nada tem a ver com o valor do resgate, mas sim com o prazo do investimento. Veja como funciona:

Suponha que um investidor invista R$ 10.000,00 em um plano de previdência privada e após cinco anos decida resgatá-lo. Com isso, basta olhar a tabela para saber que a alíquota do imposto de renda é de 25%.

Agora, se o investidor optar por resgatar após 10 anos da data do pedido de pensão, a taxa de juros cai para 10%. O sistema foi projetado para beneficiar investidores de longo prazo.

Essa proporção se aplica ao investimento total ou apenas ao lucro?

Essa é uma pergunta recorrente e para respondê-la vamos entender agora os tipos de aposentadorias VGBL e PGBL.

Existem apenas duas diferenças entre os planos VGBL e PGBL, uma é a tributação – que veremos mais adiante – e a outra diferença são as regras que enquadram o PGBL como um plano de previdência complementar, enquanto o VGBL é classificado como seguro individual.

A classificação do VGBL como seguro pessoal permite que a ferramenta seja utilizada como parte importante da herança. Por exemplo, o TJ-RJ está proibido de recolher ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) para VGBL nos termos do artigo 794 do Código Civil porque o seguro não pertence à herança. No entanto, deve-se notar que o beneficiário deve estar cadastrado no plano para esse fim, e se for inserido após o óbito, entende-se que se trata de uma herança.

VGBL – Vida Gerador de Benefícios Gratuitos

Em um esquema VGBL, não importa qual imposto você escolha, seja progressivo ou regressivo, como explicamos acima, o imposto retido na fonte sempre será calculado sobre o lucro do investimento, assim como nos fundos tradicionais.

Por exemplo, suponha que Pedro investe R$ 100.000 ao longo do tempo e, 10 anos depois, o investimento tenha valorizado para R$ 250.000.

Como Pedro optou pelo regime previdenciário VGBL com regime tributário regressivo, 10% do lucro de R$ 150 mil será retido na fonte. Portanto, no momento do resgate, o valor na conta Pedro será de R$ 235.000.

Como funciona o PGBL?

No PGBL, o valor total resgatado ou recebido como renda é tributado. À primeira vista, pode parecer uma comparação ruim com o VGBL, mas há uma contrapartida muito importante, os investidores do PGBL receberão de volta seu IR contribuído quando depositarem no ano seguinte.

Como dissemos, para o PGBL, a alíquota é baseada no valor bruto. Neste caso, o imposto é de 25.000 reais – 10% de 250.000 reais – após o resgate, Miguel terá 225.000 reais.

Obviamente o VGBL é muito melhor porque o IR incide sobre o lucro e não sobre o bruto, mas não é assim. Outra vantagem do PGBL pode fazer sentido para alguns investidores.

Um ano após a declaração de imposto de renda, Miguel devolverá o valor que contribuiu para o PGBL e sua restituição será de 10% dos R$ 100.000 originalmente reclamados, ou R$ 10.000.

Então o saldo do Miguel (calculando o valor da restituição) será igual aos R$ 235.000 do Pedro.

Você deve estar pensando: “Ah, então não importa porque eles são sempre os mesmos”. Na verdade, não. Em alguns casos, o PGBL pode ser muito benéfico, pois os recursos são devolvidos no ano seguinte e você pode reinvestir esse valor em outro investimento de maior rentabilidade ou até mesmo no próprio PGBL, levando em consideração o valor do processo de composição em . ano. Tempo.

Para que os benefícios fiscais do PGBL valham a pena, é necessário conhecer os seguintes

Você deve ter renda tributável para receber um reembolso.
Você deve contribuir para o INSS ou se aposentará.
Você deve apresentar uma declaração de imposto de renda anual preenchida.
Este benefício só é válido até 12% do lucro tributável total do investidor no exercício.
Vale lembrar que o PLR e o 13º têm regras tributárias próprias e, portanto, não contam para a apuração de 12% do lucro tributável bruto.

Então calma, cada caso precisa ser analisado para decidir sobre o tema da previdência privada, e o apoio de especialistas é essencial nesse momento.

Portanto, descobrimos que o PGBL é mais interessante para quem busca economizar até 12% de sua renda tributável, enquanto o VGBL é mais interessante para quem não completou a declaração de imposto de renda.

O que mais você deve observar ao escolher um fundo de pensão?

Há quatro taxas que precisamos estar cientes, duas das quais já são familiares aos fundos tradicionais, taxas de administração e taxas de performance.

No entanto, existem dois tipos de taxas que podem causar dores de cabeça para os investidores mais desatentos: taxas de carregamento de importação e taxas de carregamento de exportação.

A taxa de entrada e saída nada mais é do que a taxa cobrada ao solicitar ou retirar do fundo. Recomenda-se evitar fundos para essas cobranças, algumas das quais possuem um período de carência na taxa de carregamento de saída, geralmente de 12 a 24 meses, isso não será um obstáculo se seu objetivo for ficar mais tempo e os fundos valerem a pena.

Fontes: ihublounge.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.