O que é Renda Fixa + 8 Perguntas Frequentes, saiba tudo

O que é renda fixa?

Renda fixa é um tipo de investimento em que há pelo menos um parâmetro que descreve sua taxa de retorno ao final do período de aplicação.

Assim, ao investir em renda fixa, você sabe com antecedência ou consegue prever o retorno do seu investimento, ou seja, quanto o dinheiro que você investir vai gerar em um determinado período de tempo (prazo).

Para ser mais claro, vamos comparar esse conceito com o de investir em ações, que se enquadram na categoria de renda variável.

Pergunta: Quando você compra ações de uma empresa na bolsa de valores brasileira B3, é possível saber qual será o retorno do investimento por um ano? dividido em dois? cinco? Difícil responder né?

Mas as regras são essas: na renda variável, a renda não é garantida, e sim, você pode perder dinheiro (mesmo, se você não estudar bem o assunto, as perdas podem ser enormes).

No investimento em renda fixa, você tem uma ideia da taxa de retorno mesmo que ainda não saiba o valor exato.

Por exemplo, um título que paga IPCA (índice de inflação) + 4,5% ao ano e tem vencimento em 2030.

Resumindo, se você mantiver essa nota até o vencimento, receberá a variação do IPCA daquele período + juros de 4,5%.

Nota: Este exemplo é hipotético.

Como funciona a renda fixa?

Entender como funciona a renda fixa é o primeiro passo para iniciantes. Basicamente, trata-se de uma classe de investimentos cuja rentabilidade é conhecida no momento do depósito.

Por esse motivo, a renda fixa é considerada uma forma mais segura e previsível de investir – isso não significa que seja isenta de riscos.

Exemplos de investimentos em renda fixa são Poupança, Tesouro Direto e CDB (Certificado de Depósito), sobre os quais aprenderemos mais adiante.

Esses títulos têm uma forma comum de remuneração: ao comprar um deles, você “empresta” o dinheiro para um banco ou empresa e recebe o capital investido + juros (fixos ou flutuantes) ao final do investimento.

Dessa forma, os títulos de renda fixa são considerados títulos de dívida e representam o compromisso do emissor em efetuar pagamentos aos investidores.

Para que serve a renda fixa?

Os investimentos de renda fixa geralmente são procurados por investidores mais conservadores porque alguns investimentos são bem líquidos.

Isso significa resgate fácil, ou seja, aplicação em dinheiro na sua conta e título, pois alguns investimentos são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito FGC (que tem limite de R$ 250.000 por previdência) e instituições financeiras até o limite de R$ 1.000.000 Yar, atualizado a cada quatro anos.

Qual a diferença entre renda fixa e renda variável?

Agora que você já sabe como funciona a renda fixa, ficou mais fácil entender a dinâmica da renda variável.

O termo “variável” diz muito sobre esse tipo de investimento, cuja principal característica é a imprevisibilidade e volatilidade de seus ativos.

O exemplo clássico é o eterno aumento e queda dos preços das ações nas bolsas de valores, onde o preço de um ativo é determinado pela oferta e demanda do mercado.

Então, é claro, há mais risco envolvido – mas também uma chance maior de ganhar dinheiro em comparação com a renda fixa.

De qualquer forma, primeiro você precisa entender como funciona a renda fixa e depois se aventurar na renda variável seguindo a lógica do aprendizado do investimento.

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Principais Tipos de Investimentos em Renda Fixa

Para entender como funciona a renda fixa, é preciso entender os principais investimentos dessa categoria.

Perguntas como “Quais são os melhores investimentos de renda fixa?” são frequentemente ouvidas. No entanto, não existe opção melhor, apenas aquela que melhor se adequa ao seu perfil, prazo, objetivos e necessidades. Então a resposta neste caso é “depende”? Sim.

Agora sim: Se você está se perguntando como investir em renda fixa, confira este resumo de cada tipo de investimento neste modelo.

Poupança

A caderneta de poupança é o investimento de renda fixa mais popular no país, com 88% dos brasileiros preferindo as cadernetas de poupança, de acordo com a Pesquisa de Raio-X com Investidores da ANBIMA publicada em 2019.

É considerado o aplicativo mais fácil do mercado, pois é muito fácil de usar (conta poupança), possui liquidez diária e não paga imposto de renda.

No entanto, também é a menos lucrativa (atualmente 70% Selic + taxa referencial) e vem perdendo para a inflação em vários momentos.

É por isso que economizar não é uma opção de investimento inteligente se você quiser ver seu dinheiro render. Por exemplo, em 2020, a taxa de retorno da poupança é inferior à taxa de inflação.

Isso significa que quem deixa o dinheiro estagnado na poupança perde poder aquisitivo, pois a inflação aumenta mais do que a renda da caderneta.

A boa notícia é que há muitas opções além de investir em renda fixa. Isso significa investir com pouco dinheiro, baixo risco, boa segurança e um rendimento maior do que poupar.

Dívida nacional direta

Tesouro Direto é o programa do governo federal de compra e venda de títulos públicos, que são garantidos pelo Tesouro Nacional.

Ao comprar um título, você pega dinheiro emprestado do governo para financiar a dívida pública e recebe juros, seja uma taxa fixa (uma taxa fixa definida no momento da aplicação) ou uma taxa flutuante (retorno atrelado a um índice de referência).

Os títulos disponíveis são Tesouraria Selic, Tesouraria Prefixada e Tesouraria IPCA, com liquidez diária e incidência de imposto de renda.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

O CDB é um tipo de título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. Ou seja, ao comprar CDB, você “emprestou” o dinheiro para o banco, que por sua vez devolve o valor do investimento com os proventos com base na data de vencimento.

Pode ter rentabilidade fixa, variável ou mista, mas os mais populares são aqueles pagos em CDI (por exemplo, 90% CDI ou 100% CDI) com percentual muito próximo da Selic, a taxa básica da economia.

Além disso, existem CDBs com liquidez diária e outros CDBs que só podem ser resgatados após períodos de carência e vencimento.

Saiba mais sobre o investimento em CBD aqui.

Para o CDB Neon, o rendimento começa em 95% do CDI e aumenta 1% a cada seis meses até atingir 101% do CDI. Ou seja, quanto maior o investimento, maior o retorno da aplicação.

LCI (Carta de Crédito de Garantia) e LCA (Carta de Crédito Agrícola)

LCI e LCA são títulos de renda fixa que financiam imóveis e agricultura, respectivamente.

São emitidos por bancos e instituições financeiras e CDBs e possuem rendimentos diferenciados (por exemplo, fixos ou atrelados ao CDI, IPCA ou IGP-M). A diferença é que o financiamento é necessário para projetos do setor imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA).

Por outro lado, costumam ter prazos de resgate mais longos e investimentos iniciais mais elevados.

Além disso, ambas as cartas de crédito estão no âmbito do FGC.

Ligação

Títulos são títulos de renda fixa emitidos por empresas para atrair investimentos. Nesse caso, você empresta os fundos diretamente para a organização que devolve o capital e os juros no fechamento do pedido, seguindo as mesmas regras do título anterior.

No mercado, existem títulos ordinários que são tributados pelo IR e títulos de incentivo que são isentos de imposto por estarem relacionados a projetos de infraestrutura.

Os rendimentos são geralmente mais atraentes do que outros títulos, mas os períodos de chamada são os mais longos entre os de renda fixa.

Diferentemente de LCI e LCA, estão fora do escopo do FGC. Em outras palavras, o risco é maior.

CRI (Certificado de Contas a Receber Imobiliário) e CRA (Certificado de Contas a Receber do Agronegócio)
Diferentemente da LCI e da LCA, embora esses títulos sejam utilizados para financiar projetos nos setores imobiliário e do agronegócio, esses títulos são emitidos por empresas “securitizadoras”, instituições não financeiras registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) como empresas públicas emitidas .

Simplificando, são títulos de crédito privado com um fluxo de renda que pode ser recebido regularmente ou na data de vencimento dos títulos.

Fundo de Renda Fixa

Um fundo de renda fixa é um fundo de investimento composto por, no mínimo, 80% de ativos de renda fixa, como CDBs, títulos públicos e LCI/LCA.

Ao comprar ações, você tem direito a uma renda proporcional ao seu investimento.

A maioria dos fundos de renda fixa são baseados na taxa Selic e CDI (índice referencial) e são tributados pelo IR no sistema com cotas (retenção semestral).

8 perguntas frequentes sobre como funciona a renda fixa

Quando você começa a investir, é normal ter dúvidas sobre como funciona a renda fixa. Veja algumas respostas em nosso FAQ.

1. Qual o valor mínimo para começar a investir em renda fixa?

Você não precisa de muito dinheiro para começar a investir em renda fixa.

Para você ter uma ideia, o Tesouro Direto permite um investimento de 30 reais e você pode encontrar vários fundos de investimento que aceitam um investimento inicial de 100 reais.

No CDB Neon, você pode se inscrever a partir de 10 reais. Sim! Com apenas alguns cliques, você pode investir em renda fixa diretamente do app Neon. Se você ainda não tem uma conta, abra já a sua!

2. Quais são os riscos da renda fixa?

Embora previsível e adequada para investidores conservadores, a renda fixa apresenta riscos, como qualquer investimento.

O mais comum é o risco de crédito, uma vez que o pagamento dos rendimentos dos títulos é de responsabilidade do emissor (banco, financeira ou sociedade anônima), e se a instituição falir, ocorre o famoso “default”.

Alguns exemplos de títulos garantidos são CDB, LCA/LCI e poupança – lembre-se de que títulos públicos possuem menor risco de crédito, pois são garantidos pelo próprio tesouro nacional.

Além disso, a renda fixa está sujeita ao risco de mercado, que é o impacto das transações no valor dos títulos. Por exemplo, se você comprar um título do Tesouro de taxa fixa e as taxas de juros começarem a subir, ele perderá seu valor de mercado – a chamada “marcação a mercado”.

Mas, neste caso, você só corre o risco de perder se vender o título antes do vencimento.

Por fim, há o risco de liquidez, que é a dificuldade de vender títulos e resgatar recursos se o prazo de vencimento for maior ou se não houver demanda no mercado.

3. Posso sacar dinheiro a qualquer momento?

Como vimos, a liquidez dos investimentos em renda fixa varia muito – quanto mais liquidez, menor a rentabilidade.

Se você deseja investir com a segurança de acesso rápido a recursos em caso de imprevistos, como no caso de reservas de emergência, opte sempre por títulos com liquidez diária, ou seja, títulos que podem ser resgatados a qualquer momento…

4. Como sei quanto vou ganhar com títulos de renda fixa?

No investimento acima, você pode ver que existem três formas de rentabilidade em renda fixa:

  • Taxa fixa: a taxa de juros é a mesma do início ao fim do investimento, e você já sabe quanto vai receber do seu investimento (por exemplo: 7% ao ano em um título do Tesouro de taxa fixa)
  • Taxa pós-fixada: A rentabilidade é dada por indicadores referenciais como Selic, CDI ou IPCA, ou seja, seu retorno depende da oscilação desses indicadores
  • Taxa Mista: Combina um índice de referência com uma taxa fixa sobre o mesmo título (por exemplo, Tesouro IPCA que rende uma variação na inflação + 2%)

Assim, você só sabe quanto vai receber em títulos prefixados – em outros títulos, você precisará estimar com base nas mudanças no índice de referência.

5. Quais são os investimentos mais rentáveis ​​em renda fixa?

De um modo geral, os investimentos de renda fixa mais rentáveis ​​são aqueles de menor liquidez, ou seja, aqueles com longos prazos de resgate.

Por exemplo, CDBs, LCIs e LCAs podem ser encontrados pagando até 150% do CDI com prazos de resgate que variam de 1 a 5 anos.

Por outro lado, alguns dos títulos mais bem pagos têm vencimentos entre 5 e 10 anos (neste caso, sem cobertura do FGC).

Em outras palavras: se você quer ganhar mais, precisa correr mais riscos e abrir mão da liquidez.

6. Qual é a diferença entre a data de carência e a data de vencimento de um título?

O período de carência indica a data em que você pode resgatar o título, enquanto a data de vencimento é a última data de aplicação, quando o investimento fecha e você recebe todos os fundos de investimento e rendimentos.

Após o término do período de carência, você pode optar por vender o título antes do vencimento – mas tenha cuidado com a marcação a mercado para não perder dinheiro.

7. Renda fixa de baixa renda vale a pena?

Com a tendência de queda da Selic, a rentabilidade da renda fixa também está.

De fato, quando as taxas de juros estão muito baixas, o rendimento dos investimentos em renda fixa é simbólico, mas manter algum patrimônio nesses ativos ainda é crucial.

Ao mesmo tempo, o investidor é aconselhado a diversificar seu portfólio e destinar uma parcela da renda variável para melhores retornos – desde, é claro, que tenha o conhecimento necessário.

8. Como começar a investir em renda fixa?

Para começar a investir em renda fixa, basta abrir uma conta em uma corretora e traçar sua estratégia de investimento.

Depois de selecionar um título, basta transferir fundos para sua conta e aplicar em poucos cliques.

Um bom começo é construir suas reservas de emergência em títulos de baixo risco e com liquidez diária, como CDBs ou Selic Treasuries.

 

FONTE: https://neon.com.br/

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