6 tendências em tecnologia para o setor financeiro em 2022

As mudanças que os mercados financeiros passaram no ano passado devem fazer parte da nova realidade do setor

Espera-se que as soluções de infraestrutura em nuvem, hiperautomação e reconhecimento facial capturem uma participação de mercado maior no próximo ano

As mudanças pelas quais os mercados financeiros passaram no último ano devem fazer parte da nova realidade do setor. O atual momento de consumo digital trará oportunidades de integração e desenvolvimento de tecnologia, impulsionado fortemente pela pandemia.

De acordo com levantamento do Distrito Dataminer, os números de investimentos para startups brasileiras em 2021 já são evidentes, neste caso US$ 8,85 bilhões. Dentro desse segmento, as fintechs (startups que atuam no setor financeiro) receberam o maior número de doações, totalizando US$ 311 milhões.

Nesse contexto, especialistas veem temas como novos meios de pagamento, hiperautomação, redes conectadas e uso de soluções em nuvem como fortes tendências, apoiadas por dados do setor.

As empresas brasileiras devem investir R$ 16 bilhões em serviços em nuvem até o final do ano, segundo a consultoria e pesquisa tecnológica Gartner. Espera-se que a região cresça 35% até 2022.

Hiperautomação

A consultoria Gartner vê a hiperautomação como uma das principais tendências em tecnologia. Integra ferramentas de tecnologia avançada, como inteligência artificial, aprendizado de máquina, RPA e inteligência cognitiva para automatizar atividades repetitivas sem intervenção humana.

Para Thiago de Assis, CEO da Stoque, empresa que desenvolve soluções para automação inteligente e digitalização de processos e documentos, a tecnologia deve ter adoção mais rápida no mercado financeiro até 2022.

“A hiperautomação vai além de automatizar processos de negócios, reduzir custos e aumentar a agilidade. Ela permite a tomada de decisões complexas com base na análise de dados, mapeia toda a jornada do cliente e torna os processos mais transparentes conforme necessário para entregar produtos melhores”, explicou. .

Nova tecnologia de pagamento

Depois de consolidar o Pix como o sistema de pagamento mais rápido do mundo, espera-se que o Brasil veja a adoção em massa de novas tecnologias de pagamento e uma redução gradual no uso de cartões de crédito e débito em 2022.

“Também estou vendo uma maior adoção da tecnologia de moeda totalmente digital baseada em blockchain, incluindo o lançamento do real digital, a moeda virtual brasileira planejada pelo banco central que promete mudar a organização do sistema financeiro do país de uma vez por todas”, disse. ele observou. Piero Contezini, CEO da Fintech Asaas, oferece soluções de pagamento, cobrança e gestão financeira voltadas para micro e pequenos empreendedores.

Para ele, essas tendências devem sinalizar ao máximo a descentralização dos grandes bancos, ajudando a reduzir o custo de entrada no sistema financeiro.

Verificação de transação

Outra tendência notável neste espaço será o aumento da digitalização das transações financeiras. “Impulsionado pelo boom das criptomoedas e pela crescente demanda por NFTs [tokens não fungíveis], a maneira como pagamos por produtos e serviços no futuro será radicalmente diferente. Isso parece improvável no momento, mas um dos aspectos mais importantes de como essas transações financeiras digitais se integrarão. Um exemplo prático é o Metaverse do Facebook”, disse Stephano Maciel, cofundador e CEO da FacilitaPay – fintech especializada em transações internacionais.

O Metaverso é considerado uma espécie de realidade aumentada, um mundo de interação digital, que permite inclusive que itens sejam vendidos e trocados em formato NFT por meio de trocas de criptomoedas.

“Até 2022, esse processo tende a se acelerar e se tornar mais integrado, tornando as transações financeiras mais independentes das regulamentações locais. Não há dúvida de que esse é um segmento que precisa ser acompanhado de perto”, acrescentou.

Associação Unida de Compras e Negócios

As redes de afiliados – que reúnem empreendedores para obter competitividade e maiores oportunidades de crescimento, além de entrar em novos mercados por meio de compras conjuntas – é um exemplo que pode facilitar o acesso à tecnologia para diversos negócios.

Além da aquisição de tecnologia, a troca de experiência entre os membros da rede e a aquisição de outros serviços – como marketing e logística – tornam-se mais viáveis ​​após o compartilhamento de custos e tornam-se uma das apostas para os membros da rede. Setor Financeiro em 2022

Para Jonatan da Costa, CEO da Região Centro, a rede é mais do que compras conjuntas. Ele comentou que as associações empresariais também têm benefícios como custos operacionais mais baixos, acesso a novos mercados e estratégias coletivas de marketing.

Pague pelo reconhecimento facial

A tecnologia de reconhecimento facial já é popular em países como China e Rússia, com avanços no Brasil nos últimos dois anos.

Para Eládio Isoppo, CEO e fundador da startup de reconhecimento facial de pagamentos Payface, a pandemia teve um efeito catalisador na persistência e no interesse do público por essa nova solução, que deve estar disponível em 2022 Continuar crescendo.

“Estamos vendo cada vez mais métodos de pagamento digital devido à maior busca por tecnologia sem contato que não exige nenhum contato dos consumidores”, explicou.

Hoje, a startup implantou projetos com varejistas nos estados de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e planeja abranger todos os estados do país até o final de 2022.

Nuvem Dedicada para Mercados Financeiros

O investimento em nuvem deve chegar a US$ 85 bilhões até 2025, de acordo com a consultoria IDC, e a RTM, o principal centro integrador do país para o setor financeiro, expandiu seu escopo de serviços de infraestrutura.

André Castro de Mello, CEO da RTM, explica: “Nós fornecemos a infraestrutura necessária para que, por exemplo, as fintechs possam rodar em uma nuvem segura, arquitetando de acordo com as soluções que propõem aos seus clientes, sem precisar investir na construção de seus própria fundação.”

A empresa é a única empresa no Brasil especializada em tais soluções para o setor financeiro, tendo como parceiras ANBIMA e B3, com foco em oferecer estruturas profissionais e adaptáveis ​​às necessidades de crescimento das instituições financeiras.

Como resultado, essas empresas têm autonomia para ampliar ou reduzir recursos de forma simples, com custos proporcionais ao conjunto de serviços utilizados.

Fontes: cryptoid.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.