5 Tendências que estão Revolucionando o Mercado Financeiro

Se há um setor que tem seguido consistentemente as mudanças de paradigma e as inovações que tomaram conta dos hábitos de negócios e consumidores, é o mercado financeiro.

Não é por acaso que vimos uma explosão de notícias neste espaço nos últimos anos, principalmente relacionadas a inovações tecnológicas como carteiras digitais, aplicativos de pagamento e recebimento, captação de recursos online e muito mais.

Para não ficarem desatualizados e pouco competitivos, as diversas instituições financeiras existentes estão sempre atentas a essas mudanças, adaptando seus serviços à tendência crescente, que representa transações mais fáceis, seguras e ágeis para os clientes.

Para lhe dar uma ideia do que está acontecendo e do que está por vir no mundo das finanças, isolamos algumas das principais tendências desse mercado para os próximos anos. acompanhamento!

1 – FinTech

Não é novidade que os nomes das fintechs são relevantes e cada vez mais conhecidos entre os brasileiros. Em nosso país, as primeiras fintechs surgiram em 2010, mas a partir de 2014, elas começaram a aparecer em plataformas online e aplicativos para smartphones e tablets, e ganhar espaço e autoridade em seus segmentos de mercado.

O termo fintech vem de uma combinação das palavras finance e technology em inglês, e se refere a empresas, geralmente start-ups, que utilizam a tecnologia para desenvolver inovações no setor financeiro, fornecendo serviços inteligentes levam a maior eficiência e experiência do usuário.

Nesse sentido, as fintechs podem oferecer aos seus clientes diversas soluções tecnológicas para diversos serviços financeiros, como pagamentos, empréstimos, investimentos, financiamentos, banco digital, gestão financeira, câmbio, seguros, etc.

Em agosto, a pesquisa Radar Fintechlab 2020 identificou 771 fintechs operando no Brasil, um aumento de 28% em relação a junho de 2019.

Esses dados revelam fortes tendências nos mercados financeiros e alertam as instituições financeiras tradicionais, que também estão mudando a forma como se comportam para atender às novas demandas de clientes que buscam cada vez mais mobilidade, simplicidade e personalização.

2 – Open Banking

O open banking é uma aposta para grandes mudanças nos mercados financeiros nos próximos anos. Alguns países já estão estudando como aplicar o conceito em seus sistemas financeiros, enquanto outros como Reino Unido e Austrália implementaram o open banking. No Brasil, o banco central emitiu este ano regras sobre como o sistema funcionará aqui, que serão aplicadas gradualmente em 2021.

O conceito de open banking é o compartilhamento de dados de clientes entre diferentes instituições financeiras. Portanto, o princípio central é apropriar-se dos dados dos clientes das instituições financeiras e devolvê-los ao próprio cliente.

Na prática, hoje, os clientes do Banco X estão, em última análise, limitados aos serviços daquele próprio banco, pois é a instituição que possui dados pessoais (nome, endereço, CPF, etc.), dados de transações (contas correntes, contas)/renda, poder aquisitivo, perfis de consumo, etc.) e dados sobre os serviços e produtos utilizados (empréstimos, financiamentos, investimentos, etc.), o que pode dificultar a busca por serviços de outra instituição por não ter acesso a todas essas informações .

Dessa forma, com o open banking, os clientes podem optar por compartilhar seus dados, assim terão mais liberdade para abrir uma conta no Banco A, conseguir um empréstimo pessoal com uma financeira B com taxas mais atrativas, ter um cartão de crédito com a fintech C , Sem anuidade, invista na Corretora D, com taxas mais baixas.

Assim, a ideia é que as instituições financeiras estejam focadas na experiência do cliente, o que deve estimular a inovação e a expansão da oferta de serviços, criar maior concorrência entre as empresas nos mercados financeiros e oferecer mais opções aos clientes.

3 – Criptomoeda

Apesar da controvérsia, criptomoedas como Bitcoin, Ethereum e Litecoin continuam atraindo investidores globais.

As criptomoedas são moedas digitais descentralizadas, o que significa que você só pode enviar e receber seus fundos pela internet sem passar por toda a burocracia de abrir uma conta em uma instituição financeira e sem depender do governo.

Além disso, como não é uma moeda local, você pode usá-los em qualquer lugar do mundo sem conversão.

No contexto da pandemia, a valorização dessas moedas é iminente, por conta da necessidade de imprimir dinheiro para pagar dívidas e sanar a crise econômica, então surgem problemas como inflação e desvalorização da moeda. Isso não afeta as criptomoedas porque elas realmente não pertencem a um determinado governo. , e, portanto, não são afetados por decisões políticas e estatais.

Como resultado, o número de serviços e produtos relacionados a esse campo continua crescendo, e hoje podemos encontrar fintechs especializadas em negociação de criptomoedas e corretoras que oferecem fundos de investimento em criptomoedas em vários países do mundo.

Portanto, essa tendência permanecerá alta nos próximos anos.

4 – Banca furtiva

Você já pensou em entrar em uma loja, escolher os produtos que deseja e retirá-los sem precisar ir ao caixa? Ou fazer compras online usando apenas os comandos de voz do seu smartphone? Este é mais ou menos o conceito de banco invisível, que integra várias tecnologias, como sensores, Internet das Coisas, etc. para tornar sistemas financeiros, negócios e decisões financeiras pessoais prontamente disponíveis para os usuários, e o todo é invisível.

Dessa forma, pagamentos e diversas outras transações podem acontecer de forma automática sem precisar inserir dados, apresentar cartão de crédito ou quaisquer outros documentos, tudo é feito de forma orgânica, para que pagamentos e recebimentos não precisem mais de um horário específico para acontecer.

Em algumas partes da Europa, por exemplo, já existem sistemas de transporte público com canais invisíveis, com sensores monitorando a entrada e saída de usuários nos vagões do metrô e cobrando automaticamente pelo trajeto.

Esse conceito já começa a aparecer em algumas partes do mundo e abre infinitas possibilidades para os mercados financeiros e comerciais.

5 – Big Data

Não apenas no mercado financeiro, a tecnologia de big data tem sido aplicada em todas as áreas da economia. Em geral, big data refere-se a tecnologias que permitem a coleta, análise e organização de grandes quantidades de informações, o que não é possível com sistemas tradicionais.

Para o setor financeiro, o uso dessa tecnologia promete um conhecimento mais profundo dos hábitos de gastos e investimentos dos clientes, bem como de seus hábitos financeiros, possibilitando maior grau de personalização e o desenvolvimento de produtos e serviços mais relevantes para o público.

Portanto, não há dúvidas sobre o grau de impacto do desenvolvimento tecnológico nos mercados financeiros. Compreender essas tendências é importante para entender as expectativas como usuários do sistema financeiro, novos caminhos para os investidores investirem e as possibilidades de inovação para quem possui empresas.

Fontes: softfocus.com.br

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